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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O poder das palavras!

Boa noite! Cá está "O Mestre" para a última noite de viagem pelas sinopses dos concorrentes. Este é o fim do principio de todo o concurso mas para 4 dos aprendizes deste grupo é o principio do fim da sua participação.

Ao todo já conhecemos 14 jovens concorrentes que mergulharam de cabeça nesta onda de ficção e criatividade, e esta noite vamos nadar por zonas ainda mais profundas. Será que o próximo concorrente tem tudo para afundar os restantes?

O Duarte tem apenas 15 anos e a história que nos conta tem tudo a ver consigo. O jovem aprendiz recolheu os melhores momentos da sua turma e tentou enviá-los para a TVI para o concurso dos "Morangos com Açúcar". Por ser extenso não foi aceite, e então, decidiu estendê-lo ao MAIS TVI e, quisá, arriscar-se a ser aceite como "Mestre". Será que a história da sua turma ainda dará uma série de TV?


Esta é uma história verídica e qualquer parecença com a realidade é pura verdade.

Tudo começou hà três anos. Ao contrário da maior parte das turmas a nossa sempre foi muito unida. As peripécias e as aventuras foram mais que muitas e já há muito tempo que pensávamos num projecto que as inserisse numa série.

Mesmo que às vezes pareça mentira, as situações mais improváveis acabavam, mais tarde ou mais cedo, por acontecer. Como somos diferentes cada dia das nossas vidas é uma verdadeira aventura.

No primeiro dia de aulas, todos nós achávamos que tínhamos cometido o maior erro da nossa vida ao termos mudado de escola. A nossa turma parecia um jardim zoológico dentro de uma só jaula. Pareciam macacos. Eram barulhentos, faziam piadas à custa de toda a gente e tinham um riso descontrolado. De cada vez que era apresentado um professor, as raparigas comentavam a forma de como os professores estavam vestidos e os rapazes riam-se das expressões deles.

Temos uma turma reduzida pois é adaptada a um aluno de ensino especial pois possui síndrome de Asperger. Tem tiques, abana as mãos, dá saltinhos e produz uns ruídos. Ele não nos consegue olhar nos olhos e nós não conseguimos estabelecer um diálogo muito prolongado com ele, pois ele começa a não responder, tem um bocado a mania de representar, muitas das fitas que ele faz, não passam de isso mesmo, fitas.

Com o tempo afeiçoámo-nos uns aos outros e aprendemos a lidar com os defeitos de cada um. Foi um ano atribulado, pois ficamos com uma professora de português com “mau feitio” e que marcava faltas disciplinares em todas as aulas por tudo e por nada. Uma vez uma colega chegou ao extremo de lhe atirar um papel à cabeça e a professora fez um escândalo e afirmou que podia ter-lhe partido a cabeça. Para além dessa professora tínhamos um professor de matemática que não dava matéria e cheirava intensamente a tabaco, as aulas dele eram uma autêntica selva e em todas elas havia alunos que iam para a rua. Como se não bastasse tínhamos uma professora de geografia meia lunática e que fazia gestos e dizia coisas sem sentido. E ainda não era tudo, a nossa professora de inglês, parecia uma freira, não mudava de roupa, tinha a mania que era psicóloga e deixava-nos fazer praticamente tudo nas aulas.

A turma não era perfeita, muito pelo contrário, mas tinha alguns alunos um pouco...estranhos.

CONTINUA....



O Duarte apresenta-nos um projecto, no minimo, inovador mas será que a sua história continua mesmo? A decisão está nas suas mãos, mas antes há ainda um último aprendiz para conhecer!

"O Mestre" está de volta já a seguir...