Boa noite e sejam bem-vindos ao "Mestre". Depois de ontem termos estreado este grande concurso, hoje é altura de dar inicio ao jogo e começar já a viajar pelo mundo da criatividade e originalidade.
Esta noite vamos ficar a conhecer os dois primeiros candidatos e quais as histórias com que participam! Curiosos? Então venha daí o poder das palavras:
O Rui tem 26 anos e é um dos concorrentes com mais idade no jogo. Não é propriamente um iniciado na criação de guiões e até confessa que é grande fã dos trabalhos da Aproducons. O aprendiz garante que deve ser "O Mestre", não só pelo talento mas por estar, totalmente, apaixonado pela história que criou:
"Poderia aqui responder que tenho experiência na escrita de guiões (o que de facto, é verdade). Poderia também dizer que escrever é a paixão da minha vida (o que também é verdade). Poderia ainda assumir a enorme vontade que tenho de trabalhar para a Aproducons (gostei dos vossos trabalhos anteriores, e de facto, seria um prazer enorme fazer parte da equipa). No entanto, o principal motivo é este: estou completamente apaixonado por esta história, vou mergulhar sem medo (e de cabeça) neste universo que criei e entregar-me-ei de alma e coração a este projecto!"
A paixão de Rui pela arte da ficção é bem visivel nas suas declarações mas a verdade é que o concorrente de Coimbra está mais que empenhado em deixar Portugal cair na "Canção do Bandido":
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Até mesmo as grandes metrópoles deste mundo globalizado, entregue às novas tecnologias, abrigam corações solitários, carentes de afecto… Puros, inocentes mas destemidos (talvez por inexperiência) e prontos para cair na “CANÇÂO DO BANDIDO”…
Dizem que o amor é sublime… Que é a maior força da natureza! Ele inspira os poetas, faz-nos sentir felizes… Mas, esse mesmo amor pode-nos destruir irremediavelmente!
O amor, muitas vezes, transforma-se num jogo perigoso, quase perverso. A felicidade está no empate! Mas muitas vezes temos um vencedor e um derrotado…
A série “A CANÇÂO DO BANDIDO” pretende contar em 12 capítulos uma história macabra, envolvendo 5 jovens que têm em comum… a solidão em que vivem!
Vou mergulhar sem medo naquilo que existe de mais belo e de mais miserável em nós humanos: a nossa capacidade de entrega, de amar… e a nossa capacidade de enganar, de envolver, de seduzir sem escrúpulos. Não existem mocinhos nem vilões… Ou melhor, existem ambos dentro de todos nós. Todos temos um lado “santo” e um lado perverso!
A acção inicia-se numa noite de final de ano. Paulo, um guionista solitário, vive a sua primeira passagem de ano inesquecível, ao lado de uma bela jovem, com quem namora há poucos meses. No dia 31 de Dezembro, numa praia, têm a sua primeira noite de amor. A jovem entrega-lhe uma carta, coloca-a em seu bolso e desaparece sem deixar rasto… Paulo abre a carta, ficando estarrecido com a revelação que a mesma contém: deixou-se levar pela “Canção do Bandido”! Aconteceu o mesmo a ela no passado e agora foi a sua vez. Alerta-o que em breve receberá uma nova carta. Terá de fazer o mesmo a outra pessoa, que será escolhida a dedo (solitária e triste como ele). A corrente não pode quebrar. Caso isso aconteça, terá de pagar com a vida.
Paulo desabafa o ocorrido com um amigo, que desvaloriza tudo aquilo. Aquela misteriosa rapariga só poderia ser louca… Aquilo não fazia o menor sentido! Que corrente afinal era aquela? Paulo não dá importância a nada daquilo e decide esquecer tudo.
No entanto, é tarde demais: factos inexplicáveis parecem tomar conta do seu pacato dia-a-dia e começa a ser perseguido na rua por estranhos. É então que recebe uma nova carta, com uma instrução: terá de se aproximar de uma jovem, Tânia. E fazê-la cair na mesma “Canção do Bandido”, ou seja, fazê-la apaixonar-se por si, e ao fim da primeira noite de amor de ambos, enviar-lhe uma carta, terminando tudo com ela. Explicando-lhe que faz parte da corrente, tendo assim, que enganar outra pessoa. Mais uma vez, não terá outra saída ou será assassinada.
Deste modo, a corrente prossegue, sem parecer ter um fim… Embora destruída psicologicamente, por ter perdido sua virgindade com um estranho que a enganou, Tânia vê-se obrigada a enganar Gonçalo, um jovem padre.
Gonçalo cairá igualmente na “Canção do Bandido” e terá de o fazer a Pilar, uma jovem abandonada pelos pais que viu-se obrigada a ganhar a vida como prostituta. Por fim, Pilar terá de enganar António, um dançarino sensível, sem abrigo que veste-se de palhaço e entrega flores a todos que circulam tristes pela rua.
Neste momento (quando António cai na famosa “Canção Do Bandido), algo surpreendente acontece que colocará tudo em causa. O mistério em torno desta sinistra corrente é desvendado, culminando num final inquietante e imprevisível.
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Ficou entusiasmado com a sinopse do Rui? Prometo que ainda o vamos surpreender mais e o próximo passo é dado já a seguir: vamos conhecer o 2º candidato, candidato a Mestre de Portugal! Não Perca!



