Trinta anos depois, Violante vê-se obrigada a regressar de Espanha - para onde foi viver e onde casou por conveniência - para Portugal. Nesse regresso, mata acidentalmente o marido, descobrindo posteriormente que este lhe escondera um filho bastardo durante toda a vida. Sentindo-se enganada, Violante entra em guerra aberta com Armando Ferreira, o filho bastardo do marido, com quem tem que disputar a herança do falecido, ao mesmo tempo que reencontra Daniel, o homem que mais a fizera sofrer.
Em Viseu e na aldeia de Mundão, circulam tipos pitorescos com quem as duas «espanholas» se vão cruzar: Hortense, conhecida como «Viúva Branca», por já ter despachado três maridos, mas ter esperança no quarto; Evangelina, uma aristocrata falida, que recorre a uma série de disfarces para ganhar dinheiro; as irmãs Muleta Negra - Maria Polícia, Maria Coveira e Maria dos Caixões - sempre a lidarem com a vida e com a morte, desde a agência funerária «Conforto Eterno» até aos bailes das viúvas, divorciadas, solteiras e mal casadas que organizam em sua casa; ao falso coxo Renato, o maior «pintas» da região, que se aproveita duma suposta deficiência para viver à custa da mulher, Sara, que se mata a trabalhar em prol da família; o pastor Ângelo, cuja flauta tem poderes mágicos, provocando boas sensações em quem a ouve; até a uma figura misteriosa, vestida de preto, encapuzada e munida de um cajado, que atravessa o rio durante a noite numa jangada, deixando cartas à porta de pessoas a avisá-las que morrerão no dia seguinte, mortes essas que se concretizam.
Amor, romance, humor, fantasia, ódios, traições e invejas, santos e demónios, misturam-se num ambiente místico e quase mágico, em que cada um procura um remédio santo para todos os seus males. Basta apenas descobri-lo...



