Terminou mais um grande episódio do "Perdidos na Tribo". Se os 12 famosos as sentem desde o primeiro dia, só agora começamos, nós espectadores, a sentir saudades desta grande aventura. O docu-reality da TVI deverá ter final marcado para o dia 17 ou 24 de Julho mas até lá as tarefas continuam no duro processo de integração.
Depois de na semana passada terem desiludido todos os que os apoiavam e de ter sido clara a desunião do grupo, esta semana os 4 famosos a viver na Etiópia voltaram ao patamar de popularidade. Divertidos de novo, unidos como nunca e cada vez mais abertos à cultura Hamer.
Iô Apolloni continua a mostrar que a idade não impede ninguém de aceitar novos hábitos e costumes. Ao contrário de todos os outros está mais activa e bem disposta se bem que a mágoa que sente pela atitude de Claudia Jacques e Fernando Mendes criada no episódio passado, não joga nada a seu favor.
Kapinha é, sem dúvida, um verdadeiro Hamer. Desde o dia em que chegou à Etiópia que soube acatar as ordens e aceitar a cultura da Tribo. No final serão poucos os momentos em que não veremos o actor de sorriso na cara.
Claudia Jacques parece outra esta semana. Longe da má disposição do episódio passado, voltou a confirmar ser uma forte concorrente e uma verdadeira Hamer. A ideia de pintar as mulheres da Tribo foi muito gira e acabou por devolver à famosa o sorriso que tinhamos visto desaparecer.
Fernando Mendes continua a não controlar as suas emoções, o que é mais do que normal, mas finalmente vimo - lo mais activo. Ainda pouco conheciamos deste Fernando e, felizmente, começa a revelar - se.
TRIBO NAKULAMENÉ
Ora aqui está uma das muitas surpresas da semana. Até agora tudo o que tinhamos visto do grupo de famosos a viver em Vanuatu tinha sido ou trabalho ou descanço. E não é que esta semana se revelaram uns verdadeiros "palhacinhos"? Foi talvez o episódio em que vimos mais partidas, brincadeiras, sorrisos e muito menos choro ou discussão.
Luis Lourenço revelou uma faceta que, pelo menos eu, desconhecia. Muito divertido e originalmente engraçado na criação de partidas, animou não só o grupo como os membros da Tribo. Destaque ainda para o facto de ter sido o que melhor reagiu à "brincadeira" de um dos chefes da tribo no momento em que pensaram comer cão em vez de "puca" (porco).
Joana Alvarenga foi a caixinha de surpresas deste grupo, esta semana. Finalmente vimos uma Joana colaboradora e sempre de sorriso no rosto. Parece que as lágrimas, os berros e as más disposições passaram e esta semana acabou por ser ela o "ombro" dos companheiros.
José Carlos Pereira continua (tal como Luis) de pé atrás em relação às roupas Nakulamené, o que é mais que compreensivel. Não vimos muito dele esta semana mas algo me diz que não irá aguentar a pressão até porque o corpo já começa a revelar sinais de fraqueza.
A Mafalda é um dos casos complicados desta semana. Durante todos os episódios foi a mais forte do grupo, porém, a paciência começa a esgotar - se e o cansaço tomou conta da actriz. Visivelmente comovida foi incapaz de usar o terriel soutien durante todo o dia e acabou por ficar ainda mais abatida com a injusta atitude das mulheres da tribo. Penso que continua a ser a famosa que melhor se adaptou neste grupo, e julgá - la pela atitude desta semana seria cometer uma nova injustiça.
Não sei se é resultado das altas expectativas que tinha, mas este grupo continua a deixar muito a desejar. Tinha tudo para ser um grupo forte, unido e divertido, mas tem se revelado o mais desunido e aborrecido. É certo que as frases insólitas de Vera e a extravagância de José Castelo Branco fazem rir Portugal, mas não são fortes mantendo - se em separado.
Irremediavelmente o Sérgio continua a ver isto como um verdadeiro "Big Brother" e nisso José Castelo Branco tem razão. O Sérgio tem vontade, tem humildade, tem força e tem entusiamo mas limita - se ao mais básico: cumprir as ordens. Não o vemos, por exemplo, a partilhar a sua cultura com os Himba o que não joga a seu favor.
A Vera é, sem duvida, a que estabeleceu uma maior relação de intimidade com os Himba. Está muito próxima tanto dos homens como das mulheres e tem revelado um lado que não conheciamos: o seu lado mais humilde e terno. Tem - me surpreendido imenso!
O José Castelo Branco é aquilo que todos sabemos. Não podemos pedir que o famoso seja ele próprio porque não o é capaz. Continua a ver - se muito teatro e espectáculo da parte dele. É certo que está muito longe de ser um Himba, mas ao menos sempre vai animando o grupo.
Já a Marta tem deixado imenso a desejar. Começou esta aventura com uma garra enorme que se foi desvanecendo culminando no espectáculo que vimos hoje. Isolada, chorosa e cada vez mais revoltada. Depois da cena em que se recusou a vestir a roupa Himba e, vendo uma das mulheres chorar, se recusou a abraçá - la, ainda tentou fazer as pazes com os espectadores ao unir esforços para subir a montanha mas acabou por ter uma atitude responsável e de respeito para com os colegas.