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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

"O regresso não depende de mim" [Exclusivo]

Boa noite a todos! Hoje regresso às conversas com... Miguel Dias! O ator falou ao seu (nosso) blogue, comentando a polémica que o envolveu com o despedimento da SIC, do futuro profissional e até do trabalho que executa atualmente na "Casa dos Segredos". Veja toda a conversa, agora, no Mais TVI!


DS: Boa noite Miguel. Desde já, o nosso muito obrigado por nos ceder esta entrevista. Começo por um tema polémico. Porque foi despedido da SIC?
MD: Não posso dizer que tenha sido despedido, já que nunca tive um vínculo contratual com a SIC. Estive um ano como ator no programa da manhã e houve um corte orçamental que fez com que fosse dispensado como colaborador. Trabalho com a SIC como colaborador desde 1997 e há quase 6 meses que não sou chamado para nenhum trabalho em que o canal me julgue como necessário.


DS: Como recebeu esta notícia?
MD: Recebi a noticia como veio a público poucos minutos antes de entrar no ar. Foi-me comunicado que esse seria o último dia como ator no programa. Quem não tem um contrato exclusivo com um canal, já está habituado a estas coisas. Não foi a primeira nem há-de ser a última vez.


DS: Entretanto, tem-se dedicado ao teatro. É uma paixão para o Miguel?
MD: Nos últimos 2 anos integrei a companhia de teatro itinerante do Tozé Martinho, um querido amigo meu. Andamos de norte a sul a levar comédia e revista aos lugares onde mais dificilmente o teatro chega.


DS: Entre a televisão e o teatro, qual prefere?
MD: O teatro é a minha grande paixão mas confesso que tenho muitas saudades de fazer televisão, em especial novela.


DS: Alguma vez foi convidado pela TVI para integrar algum projeto?
MD: Este ano faço 15 anos que me estreei na televisão pela mão do Filipe La Féria, na RTP, e logo depois na SIC, com a Teresa Guilherme. Já fiz televisão em quase tudo: apresentador, cantor, diretor musical, ator. Curiosamente, na TVI, apenas apresentei os diários de um programa chamado "Mulheres de A a Zé", um reality onde brilhava o Zé Maria, vencedor do "Big Brother".


DS: Sei que se entrega mais a projetos humorísticos. Como vê a chegada da comédia à TVI, com "A Casa é Minha"?
MD: Acho que o país está a precisar de rir. Acho bom que se aposte no humor. Há grandes atores cheios de talento em casa sem trabalho. É ótimo ver novas apostas.


DS: Para quando o seu regresso à televisão?
MD: O regresso à televisão não depende de mim. Se dependesse gostaria de dizer que regressei já ontem, mas como não depende há que ter esperança que o telefone toque com um convite. Ele está ligado 24 horas por dia.


DS: Mas sente-se triste por não ser lembrado pelas direções dos canais?
MD: Vim para esta profissão por paixão. Adoro o que faço e como é obvio ninguém gosta de estar em casa sem o telefone tocar. Na rua as pessoas são simpáticas e dizem que têm saudades de me ver no pequeno ecrã. Gosto de pensar que os convites não surgem por esquecimento da minha pessoa e não por não me reconhecerem talento para me chamarem. Tenho fé de que irá aparecer algo.


DS: Entretanto, não recebeu qualquer proposta de trabalho para regressar à SIC?
MG: A última colaboração que tive com a SIC foi como comentador do primeiro "Peso Pesado", no "Querida Júlia". Nunca mais tive qualquer contacto da SIC.


DS: Gostaria de trabalhar na TVI? Em que projetos?
MD: Não escondo que tenho muitas saudades de fazer novela. Depois de "Floribella" e "Vingança", na SIC, nunca mais participei em nenhuma. Tenho pena de nunca ter trabalhado com a Plural, produtora cujo trabalho admiro. Pode parecer que estou a ser oferecido, mas gostava muito de um dia poder entrar numa novela da TVI. Talvez venha a acontecer ou não...o futuro a Deus pertence. Estive agora a colaborar com a Teresa Guilherme como guionista das galas de terça e domingo da "Casa dos Segredos". Foi uma parceria fabulosa. A partir do dia 1 de Janeiro estou no desemprego e... logo se vê!!


DS: O que faz na "Casa dos Segredos"?
MD: Fui contratado pela Endemol a convite da Teresa para escrever em parceria com ela as galas de terça e domingo. Tem sido uma grande aventura e adoro trabalhar com a Teresa, coisa que já faço há 14 anos.


DS: Pode voltar, caso haja terceira edição?
MD: Dependerá sempre da Endemol e da Teresa mas é algo que gostaria muito de voltar a fazer. É um trabalho duro. As pessoas não fazem ideia das horas de trabalho que demora a escrever um guião daqueles. É duro, mas o talento da Teresa ajuda muito.


DS: Miguel, o nosso muito obrigado pela entrevista. Desejo-lhe a maior sorte para um futuro próximo e, quem sabe, não o vemos brevemente na TVI. Bom Natal e feliz ano novo.
MD: Muito obrigado. Era algo que gostava que pudesse acontecer. Veremos!! Boas Festas!!!



Quanto a mim, regresso amanhã, com mais notícias e mais conversas... Quem será? Visite-nos e logo verá! Até amanhã!
Dúlio Silva